PSICODÉLICOS: Que onda é essa?

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As substâncias psicodélicas são aquelas capazes de alterar o estado de consciência e sensopercepção, podendo ser naturais ou sintéticas. As mais conhecidas são: LSD, Ayahuasca, MDMA, Psiloscibina,Cetamina, Cannabidiol.

Estas substâncias historicamente são utilizadas em contexto religioso e recreativo, mas, o que pouca gente sabe, é que, algumas delas (LSD, Cetamina, MDMA) foram desenvolvidas em laboratório farmacêutico com objetivo terapêutico, sendo inclusive utilizadas em pesquisas clinicas no século passado.

Porem foram banidas e durante muitos anos utilizadas somente na ilegalidade e em contextos recreativos, com a produção em laboratórios clandestinos e uso em contextos inadequados, trazendo muitos riscos aos usuários.

Somente nos últimos anos o uso terapêutico de algumas destas substancias voltou a ser pesquisado.

A Cetamina, um anestésico sintético, já utilizado em psiquiatria na depressão resistente (em doses baixas) e com efeito rápido e eficaz, já está sendo amplamente utilizada em nossa pratica clinica nos últimos anos, e já liberada pelo FDA e ANVISA com esta finalidade.

A Cannabis e seus diversos compostos também já estão regulamentados e utilizados clinicamente, com resultados promissores, e com estudos clínicos e científicos em andamento.

A Psiloscibina também vem sendo estudada no tratamento da depressão, porem com estudos iniciais e uso ainda não regulamentado. O MDMA tem estudos mais promissores no tratamento do Transtorno do Estrese Pós-Traumático, porem utilizado somente em contexto terapêutico e supervisionado.

Todas estas substancias representam ferramentas promissoras nos tratamentos em psiquiatria…mas o uso recreativo é prejudicial! Não confunda o uso recreativo com o uso terapêutico! São substancias psicoativas que devem ser prescritas por profissionais que estudam e tem conhecimento em manejar clinicamente, conhecendo os efeitos adversos.

A Cannabis fumada traz diversos prejuízos e riscos aos usuários, principalmente adolescentes. E as substancias usadas de forma recreativa (Cannabis, MDMA) não tem os compostos terapêuticos mais eficazes clinicamente!

Nós profissionais de saúde precisamos ter senso crítico e responsabilidade, e encarar estes novos compostos como uma possível nova ferramenta clínica, aliadas às já existentes, e não uma panacéia e salvação para muitas condições clinicas complexas, que precisam de intervenções muito além de farmacológicas para a resolução e cura.

“Primum non nocere”(Primeiro não prejudicar), é uma conhecida expressão na medicina, que permeia minha pratica, assim como de todo médico e profissional de saúde responsável e comprometido com o paciente e com a ciência.

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