Como estão os nossos filhos na escola após a pandemia ?

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Como estão nossos filhos na escola após a pandemia?
Esta pergunta tem sido uma reflexão constante em meu dia a dia no consultório e em trocas com os educadores.
Durante a pandemia da Covid 19, nossas crianças e adolescentes vivenciaram muitos desafios:
Medo da doença e as incertezas quanto ao futuro, isolamento do contato com os pares em uma época que este convívio é fator determinante na formação da personalidade e auto estima, perda das atividades de lazer que antes eram fundamentais para a saúde física e emocional, mudanças das configurações familiares: convivência com outros parentes e pessoas, perdas, separações, lutos, incertezas e ate mesmo vivencia de violência doméstica, dificuldade em acompanhar as aulas online, seja pela dificuldade de acesso à internet e também pela dificuldade de concentração e aprendizagem nesta nova modalidade…

Todos estes desafios impactaram de alguma forma nossas crianças e adolescentes, em graus variados, dependendo do temperamento e das situações vivenciadas por eles.
Porem a grande maioria desenvolveu problemas de saúde mental: insônia, sentimento de fracasso, tristeza, desesperança, irritabilidade, ansiedade e depressão.

E agora, que a vida começa a voltar ao habitual, como estão nossas crianças e adolescentes?
O ambiente escolar agora mais do que nunca é decisivo para acolher e ajudar eles neste momento, mas os desafios agora parecem ainda maiores, tanto para a galerinha quanto para os educadores!
Dificuldades acadêmicas por atraso nos conteúdos perdidos, provas presenciais… tem causado crises de ansiedade, problemas de sono, e sentimentos de incapacidade e fracasso.


Voltar a conviver e se relacionar pessoalmente tem sido um problema para os que sofrem de algum grau de timidez e ansiedade social, congelamentos- boatos que se espalham mesmo sem fundamento- têm sido mais frequentes e fazem um grande estrago na saúde mental da vítima, comportamentos agressivos, que refletem a alta taxa de problemas de saúde mental que eles ainda vêm enfrentando,
Mudanças no ensino médio- para os que estão nesta faixa etária- outro fator de estresse para alunos e a escola- mais uma mudança para a galerinha e para os professores se adaptarem…
Como podemos ajudar?
Em casa, os pais devem ser compreensivos diante de dificuldades acadêmicas, crises de ansiedade, e até mesmo tolerarem notas mais baixas, provas substitutivas, etc.
Motivar hábitos saudáveis: boa alimentação, esporte, contato com a natureza, sono adequado, convívio com os pares, limitar tempo de telas…
Na escola é fundamental um espaço de escuta, através dos serviços de psicologia escolar ou ate mesmo um tempinho nas aulas regulares incentivados pelos professores para falarem sobre as emoções e os sentimentos neste momento…
Simplesmente é importante para nós pais e educadores entendermos que para a maioria das crianças e adolescentes, após todos os desafios da pandemia, está difícil voltar e fingir que nada aconteceu!
Ter uma atitude compreensiva e acolhedora pode fazer toda a diferença neste momento…

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